Página:Cancioneiro de musicas populares - volume 2.djvu/256

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245 HYMNO NACIONAL HESPANHOL Blandamos el hierro Que el timido esclavo Del libre, dei bravo La faz no osa ver. Sus huestes cual humo Vereis disipadas Y a nuestras espadas Fugaces correr. CORO Soldados, la patria Nos llama a la lid. Juremos por ella Vencer ó morir. El mundo vió nunca Mas noble osadia ? Lució nunca un dia Mas grande en valor, Que aquel que inflamados Nos vimos dei fuego Que escitara en Riego De la Patria el clamor? couo Soldados, la patria Nos llama a la lid. Juremos por ella Vencer ó morir. Honor al caudillo, Honor al primero Que el civico acero Osó fulminar. La patria afligida Oyò sus acentos E viò sus tormentos En gozo tornar. CORO Soldados, etc. Su voz fué seguida, Su voz fué escuchada, Tuvimos en nada, Soldados, morir; Y osados, quisimos Romper la cadena, Que de afrenta llena Del bravo el vivi r. couo Soldados, etc. Mas ya alarma tocan : Las armas tan solo El crimen, el dolo Podran abatir. Que tiemble, que tiemble, Que tiemble el malvado, Al ver al soldado, La lanza esgrimir. CORO Soldados, etc. La trompa guerrera Sus ecos dá al viento; De horrores sediento Ya muge el canon; Ya Marte sanudo La audacia provoca, Y el genio se invoca De nuestra nacion. CORO Soldados, la patria Nos llama a la lid. Juremos por ella Vencer ó morir. Se muestran, volemos, Voletnos, soldados: Los veis aterrados Su frente bajar? Volemos, que el libre Por siempre ha sabido Del siervo vendido La frente humillar. CORO Soldados, la patria Nos llama a la lid. Juremos por ella Vencer ó morir. Em 1812, livre a Hespanha da invasão napolconica, proclamou a sua constituição, e quando offereceu a Fernando VII o sceptro e a corôa, apresentou-lhe juntamente o seu codigo politico. Aquelle monarcha acceitou-o; poréro, pela sua indole absolutista, abusou demasiadamente do poder, o que motivou uma revolução militar que teve por chefes os generaes Queiroga e Riego. Este ultimo, dc grandes sympathias no exercito, mereceu que lhe f. sse dedicado o presente hymno que se chamou Hymno dei Riego. guando em 1816 a causa constitucional triumphou e Fernando V11 jurou solemnemente a constituição, este hvmno tornou-se nacional. 1 Portugal estava então sob uma tutella estrangeira. O rei D João VI tinha fugido para o Brazil. deixando o paiz entregue aos inglezes ; por isso os successos de Hespanha influiam poderosamente no animo popular, que se reconheceu no direito de se proclamar soberano, depondo d'esse attributo o monarcha covarde. As ideias constitucionaes germinadas no nosso paiz avoluma¬ ram-se e o Hymno det ‘Riego achou ecco em Portugal; todas as classes o cantavam, e distribuiam-se por toda a parte varias poesias que lhe eram adequadas. Foi como um estimulo para a propaganda da nossa constituição de 1820. , A apreciação d’este hymno acha-se perfeitamente descripta pelo Ex.m" Snr. Barros e Cunha na Historia da Liberdade em 1 orlugaL Eis o que diz o illustre critico: “ Este hymno, cantado pelos hespanhoes, assobiado nos quartéis, não tinha a inspiração do infinito com que a Marselheza arrebatava, enlouquecia a alma da França. No hymno (ranccz erguia-se, expandia-se a nobre aspiração da humanidade na lueta do cidadão contra o soldado, do direito contra a torça, do braço contra o ferro, do peito contra o canhão, do amor da patria contra os invasores. No hespanhol era um homem o assumpto, uma classe a invocação. Esse mesmo defeito o tornou comprehensive! ao exercito, e com elle se excitou o espirito de constitucionalismo militar, que por muitos annos fez, cm Portugal e na Hespanha, da rebcllião vencida um crime, da revolução victoriosa uma virtude. »